Dieci, Elevação e Movimentação de Cargas

Dieci16A experiência fabril da Dieci remonta a 1963 e foi a primeira marca a lançar empilhadores telescópicos duas décadas mais tarde: as suas gamas actuais de máquinas para construção, indústria e agricultura superam largamente a centena de modelos.

Representada em Portugal, Angola e vários mercados africanos pelas empresas Munditubo, Lda. (Lisboa) e Mundimáquinas, Lda. (Luanda), geridas por Acácio Matias, e no Brasil a cargo da Machbert (dumpers e autobetoneiras), o forte investimento na modernização dos sistemas fabris expandiu amplamente a capacidade de resposta da marca ao “ímpeto edificador” que se verifica sobretudo nos mercados denominados por emergentes.

Dieci17Após ter inaugurado uma unidade industrial completamente nova em 2007, equipada para garantir acréscimos de produção significativos e plena autonomia no que respeita também às etapas de projecto, desenvolvimento e ensaios em condições reais, o construtor italiano tem vindo a promover uma renovação gradual das suas diferentes linhas de equipamentos para elevação, movimentação de cargas, produção de betão em obra e transporte de materiais.

Este fortalecimento de aptidões, para além de ter uma influência manifesta na diversidade, colocou a Dieci num lugar cimeiro nos sectores em que compete. Recentemente, a empresa administrada por Ciro Correggi, exibiu no certame SAIE 2011, em Bolonha (Itália), avanços conceptuais e de rendimento em muitas das suas máquinas e divulgou alguns protótipos de empilhadores telescópicos com que tenciona brevemente “agitar o mercado ainda mais”. Mas, o desígnio das transformações tem ido mais longe: ao ser acrescida a eficiência no aproveitamento e aplicação da energia gerada por motores diesel de última geração (Perkins e Iveco), mais económicos e silenciosos – os progressos estendem-se à generalidade das máquinas que produz no complexo de Montecchio Emilia.

Alguns dos avanços implementados destinam-se a favorecer a motricidade, baixando consumos e emissões (gases e ruído), sem prejuízo das capacidades elevatórias, alturas úteis e alcances horizontais. Verificam-se também diminuições nos pesos operativos, melhorias em manobrabilidade e adopção de novos parâmetros ergonómicos e de segurança destinados a beneficiar os operadores.

Dieci Hercules (modelos 120.10 – 160.10 – 210.10)

Dieci17Introduzida há cerca de dois anos, a gama de manipuladores telescópicos Hercules foi projectada para âmbitos que requeiram o manuseamento e elevação de cargas com tonelagens muito altas (dispensam a necessidade de apoios hidráulicos dianteiros) mas que seja contudo assegurada rapidez nos transportes, acessibilidade a áreas no interior de naves industriais ou navios, manobras em centros de reciclagem, siderurgias e operações em estaleiros de construção, minas e pedreiras. Permitem a integração facilitada de acessórios específicos que podem compreender guinchos, baldes, garfos de empilhamento, garras específicas, entre muitos outros ajustados a tarefas diversificadas.

As motorizações e o poder elevatório diferem consoante o modelo: o Hercules 210.10, que é o mais poderoso, está equipado com um propulsor diesel de 6 cilindros Perkins, injecção common-rail, que debita uma potência de 196 cv. A altura de elevação máxima é de 10 metros e a capacidade efectiva ascende às 21 toneladas. O modelo 160.10 incorpora exactamente o mesmo motor, regulado para produzir potência e binário iguais, mas a sua capacidade situa-se nas 16 toneladas, mantendo a mesma altura de trabalho.

A menor máquina desta linha, Hercules 120.10, utiliza um motor diesel Perkins (common-rail) de 4 cilindros e 144 cv de potência. Pesa cerca de 16,5 toneladas, a altura de elevação é igualmente de 10 metros, mas a capacidade máxima é de 12 toneladas.

Todos possuem um dispositivo para avanço a baixa velocidade e em situações de aceleração alta (pedal inching), duas relações de progressão e transmissão hidrostática com bomba de caudal variável. A travagem é assegurada por discos em banho de óleo inseridos nas quatro rodas, incluindo igualmente direcção integral em três modos.

Dieci Icarus (modelo 40.17)

Dieci11A linha Icarus também foi desenvolvida para operações de maior exigência em capacidade e extensão do braço telescópico, sobretudo a movimentação e elevação em grandes estaleiros e indústrias de vários sectores. Compreende actualmente seis modelos (30.16, 35.13, 38.14, 40.14, 40.16 e 40.17) com peder elevatório máximo entre 3 e 4 toneladas e alturas de elevação até 17 metros. Possuem motorizações diesel Iveco, disponibilizando 101 ou 127 cv. O modelo Icarus 40.17, apresentado no certame SAIE 2011, eleva cargas até 4 toneladas, atinge 16,9 metros de altura e alcança 12,7 metros horizontalmente. Apresenta dimensões compactas atendendo à sua classe, um peso situado em 12.100 kg e pode deslocar-se a 30 km/h (opcionalmente a sua velocidade máxima pode ser de 40 km/h).

Dieci Pegasus (modelos 40.25, 60.16 e 40.18/400⁰)

Empilhador telescópico rotativo Pegasus 40.18/400⁰

Empilhador telescópico rotativo Pegasus 40.18/400⁰

Esta gama é constituída por dez empilhadores telescópicos rotativos (do 38.16 ao 70.11) com características de capacidade e elevação diversas, cobrindo um campo muito amplo de operações. Devido essencialmente à superstrutura giratória (contínua até 360⁰ ou descontínua até 400⁰), alcances e capacidades úteis, são máquinas polivalentes e idealizadas para actuarem tanto na construção de edifícios e de infra-estruturas, como em tarefas de cariz industrial ou no domínio dos transportes e logística. A estes aspectos junta-se uma linha de acessórios de acoplamento simples que expande a aplicabilidade de cada Pegasus.

Apto a elevar cargas até 25 metros com o seu braço extensível em três posições, o 40.25 autoriza uma capacidade máxima na ordem das 4 toneladas e dispõe de rotação contínua de 360⁰. O débito dos motores (turbo-alimentados e com injecção common-rail) pode variar consoante a opção por marca: sendo Iveco, a potência é de 101 cv; tratando-se dos propulsores diesel Perkins, o valor situa-se em 144 cv.

Estruturalmente, houve alterações conceptuais que incidiram sobretudo no acréscimo da solidez e distribuição das tensões, com vista a incrementar o diagrama de cargas e a estabilidade face aos movimentos da plataforma giratória e do braço telescópico. O desenho foi objecto de uma renovação e a cabina possui agora mais espaço interno e oferece uma visibilidade periférica superior.

Outro dos “rotativos” apresentados foi o Pegasus 60.16 que, como a designação indica, disponibiliza 6 toneladas de capacidade e uma altura efectiva de 16 metros.

Já o 40.18, com rotação descontínua em 400⁰, é um manipulador projectado especialmente considerando os requisitos de funcionalidade da área do aluguer. Integra múltiplos dispositivos de segurança atendendo à utilização como plataforma elevatória, pode incorporar e accionar vários equipamentos adicionais e dispõe de especificidades técnicas destinadas a favorecer a fiabilidade, a robustez e uma manutenção acessível – factores que são valorizados pelas empresas que possuem máquinas deste tipo nas suas frotas.

Dieci Samson (modelos 70.10 e 60.8)

Empilhador telescópico Samson 60.8

Empilhador telescópico Samson 60.8

Presentemente, a Dieci fabrica quatro manipuladores telescópicos Samson distintos: 40.11, 45.8, 70.10 e o novo 60.8, que vem complementar esta linha. Numa abordagem generalizada, associam capacidades elevadas a um comportamento de rodagem fora de estrada que os torna especialmente manobráveis em circunstâncias de progressão difícil (terrenos lamacentos ou arenosos, neve e desníveis de piso expressivos, que limitam o acesso e a deslocação em estaleiros de obras, pedreiras, entre outros locais).

Por exemplo, no 70.10, sobressaem as 7 toneladas de poder de carga e uma altura de elevação que atinge quase 10 metros, conseguida com um braço telescópico de secção única. Tem um peso operativo de 11.400 kg, pode deslocar-se a 30 ou 40 km/h e são propostas duas motorizações Iveco para desenvolver 101 ou 127 cv.

Quanto ao novo 60.8, cujo peso não excede os 10.000 kg e que dispõe de uma ampla rotação vertical do suporte para acessórios (146⁰), é mais adequado ao uso de baldes e garras hidráulicas. Devido à relação peso/potência e às suas dimensões compactas, o segundo maior Samson é um empilhador ideal para âmbitos industriais que envolvam o manuseamento em depósitos de sucatas, serrações, centros de reciclagem de resíduos de construção e muitos outros trabalhos onde uma máquina habilitada a elevar 6 toneladas até 7,7 metros constitua um meio importante. Atendendo precisamente a esta versatilidade, são disponibilizadas duas transmissões diferentes: a Vario System, que inclui três modos seleccionáveis (para deslocação, carregamento e percursos ascendentes) e a hidrostática com funcionalidades de detecção. Para o sistema hidráulico também existem opções: convencional (com bomba de engrenagens) ou sensível à carga (com distribuidor proporcional para efectuar movimentos mais rápidos). Neste modelo a propulsão está a cargo de um motor Iveco de 127 cv.

Dieci Dedalus (modelo 30.9)

São cinco as máquinas que “envergam” esta designação e as suas capacidades máximas variam de 2,6 a 3 toneladas, situando-se as alturas operacionais entre 6 e 9 metros. O programa conceptual desta gama, que tem vindo a ser renovada, incidiu particularmente na mobilidade urbana: as dimensões reduzidas e pesos baixos são aspectos vantajosos quando é necessário transportar e elevar materiais em locais urbanizados ou nas zonas históricas das cidades, onde predominam as obras de reabilitação de edifícios. Desse modo, a Dieci desenvolveu uma categoria que pode ser entendida por ligeira, não obstante os rendimentos equilibrados de todos os Dedalus: o 30.9, que é o maior, fornece um alcance horizontal de 5,7 metros, atinge 8,7 metros de altura e eleva cargas até 3 toneladas.

Dieci Apollo (modelo 25.6) 

Esboço do futuro Apollo 25.6

Esboço do futuro Apollo 25.6

Este “mini-telescópico”, com características multifunções normalmente conhecidas em modelos de maior porte, viria a tornar-se num grande êxito comercial da marca italiana: para o mover são propostos dois motores diesel, com 69 ou 85 cv de potência, fabricados pela japonesa Yanmar, pesa somente 4.800 kg, disponibiliza uma altura útil de 5,78 metros e eleva 2,5 toneladas. Estreito e baixo, dispõe ainda assim de uma cabina panorâmica moderna e espaçosa, com estruturas de protecção ROPS/FOPS e todos os sistemas de segurança e conforto necessários.

Os “ambientes” de eleição para o Apollo 25.6 são muito diversos, surgindo em destaque a compacidade como aspecto decisivo, porque faculta as manobras em locais com limitações de espaço, a entrada deslocações dentro de unidades fabris ou armazéns, estufas, explorações pecuárias e, claro está também, a execução de tarefas relacionadas com a edificação e conservação de imóveis. Merecem igualmente realce um baixo ruído de funcionamento e a indispensável economia de combustível.

Dieci Runner (modelo 40.13)

Dieci12Com o lançamento do Runner 40.13, agora o modelo de topo, esta gama estudada especialmente para trabalhos de construção civil e obras públicas passa a compreender sete manipuladores telescópicos todo-o-terreno com pesos, tamanhos e prestações diferenciadas: as capacidades efectivas diferem entre 3 e 4 toneladas, os motores diesel Iveco são disponibilizados com dois níveis de potência (101 ou 127 cv) e as alturas alcançadas vão desde os 7 metros do 35.7 até cerca de 13 metros (37.13 e 40.13). Todos os modelos que superam os 10 metros incluem apoios hidráulicos frontais. Para que cada máquina seja de facto habilitada a proporcionar versatilidade aos utilizadores (empreiteiros, locadoras ou empresas municipais), existem vários equipamentos accionados hidraulicamente, baldes para terras e betão, entre outros.

Dumpers DP e Autobetoneiras todo-o-terreno

Dieci19A série DP inclui cinco dumpers todo-o-terreno (4 x 4), com descarga frontal, pá de auto-carregamento e descarga trilateral. O maior (DP 4200), com cabina dianteira, caixa de carga em plataforma giratória e chassis rígido – dispõe de tracção e direccionamento integrais – está equipado com um propulsor Iveco e fornece uma capacidade volumétrica máxima de 5,3 m3 ou 8,5 toneladas. Sucedem-lhe quatro modelos, propulsionados por motores diesel Lombardini, com caixa basculante montada sobre o eixo da frente e volumes admissíveis entre 1 e 4,2 m3.

No que respeita às autobetoneiras todo-o-terreno, com transmissão e direcção integrais, a gama apresenta quatro máquinas com pá traseira para carregamento autónomo da cuba de mistura. As produções de betão variam entre 1,5 m3 (por ciclo) do modelo N2400 e os 5 m3 conseguidos pela F7000. Todas as autobetoneiras fabricadas pela Dieci encontram segmentos de aplicação coincidentes com os seus rendimentos produtivos: a F7000, sobretudo devido à rapidez e ao volume de produção, mas também graças à plataforma giratória que permite descarregar lateralmente ou para trás, é muito utilizada em trabalhos de ferrovias, em túneis e na construção civil. Já os modelos menores são especialmente seleccionados para obras de reabilitação e restauro, porque acedem a locais impeditivos para os camiões com misturadora.